segunda-feira, 23 de maio de 2016

Comemorando aniversário de Saint Seiya - Soul of Gold


Poisé, eu vi uma postagem no site Saint Seiya Alfa (site muito bom, diga-se de passagem) e resolvi comemorar também. Afinal, este blog iniciou praticamente junto do referido anime... UAU, isso quer dizer que o Café com Pipoca já tem 01 ano.

Bebei e regozijai!

Temos N motivos para comemorar o aniversário de Soul of Gold e posso dizer que Saint Seiya foi um dos primeiros animes que eu tive contato. Meu irmão mais velho diz que me tirava do berço pra eu ver com ele o Patrula Estelar, mas conscientemente, meu primeiro anime foi Voltus V.

Enfim, em Abril/15 foi lançado no Japão mais uma aventura de Saint Seiya, certamente a franquia mais rentável do Tio Kurumada (tanto que o permite viver de Juros).  Diferente do que ocorre normalmente, Saint Seiya: Soul of Gold permitiu que os amados e idolatrados salve-salve "Caceteiros de Ouro" mandassem no Show, algo que eu considero extremamente válido, visto que nunca tivemos uma oportunidade REAL de saber o quão realmente eles eram fortes ou úteis.

Pra mim, Eles são a "Elite Four" do Santuário, multiplicada por 3.

Dessa forma, cá estamos, nós, tentando fazer um balanço geral dos prós e dos contras desse anime que gerou muita expectativa. Será que todas foram elas foram atendidas / superadas... ou será que foi um investimento tão decepcionante quanto o Tenkai-Hen shojo?!

Continue lendo, pequeno Gafanhoto.
O cavaleiro dourado Aioria de Leão e seu arquétipo corrompido de Asgard, o guerreiro deus Frody de Gullinbursti
FOI BOM PRA VOCÊ, AMOR?!
Saint Seiya: Soul of Gold trata-se de um Spin-Off, que é (mais ou menos) uma história que corre em paralelo com a história original, sem uma ligação direta, ou seja, a história original não é afetada pelo que acontece no Spin-Off. Talvez por isso contou com apenas treze episódios, o que é pouquíssimo na minha opinião.

Até o Dragon Ball GT (este não é um Spin-Off) que foi uma diarréia de Tiranissauro Rex, teve mais episódios.

Voltando ao assunto, a ideia de Soul of Gold foi bem interessante: Tirar o foco das aventuras de Seiya e seus asseclas, mandando todos os Dourados pra "baixa da égua" e levemente desmemoriados, eles descobririam quem estava avacalhando o meio de campo nas terras do nórdico deus Odin. Um verdadeiro CSY com trocação de tapas na velocidade da Luz.

Ainda sobre os Dourados, TODOS devem reconhecer que foi feita Justiça em relação a alguns Cavaleiros sobre suas aparições na saga do Santuario. O Aldebaran, o Shura, O Mascara da Morte e Afrodite (principalmente Ele) se mostraram de extrema ajuda, na verdade, sem Afrodite, a missão em Asgard seria um fracasso colossal.

Shaka de Virgem mostrou que não apenas é iluminado no Cosmo, mas possui um esclarecimento moral do tamanho da Corrente de Andrômeda. Shura mostrou o valor de sua Amizade com Camus (que tirou suas dúvidas com relação a Surtr), Mascara da Morte mostrou que os Fortes também amam... Dohko se mostrou um tremendo de um cuzão, mas isso não vem ao caso.

O estilo de desenho não foi afetado (diretamente), mantendo a semelhança com o bom e velho traço "androgeno" de Shingo Araki, o desenhista que deu vida a Seiya e todo o resto dos caras na saga original. Caso você não saiba, mas quem desenha os cavaleiros que "você" conhece não é o Massami Kurumada, mas Shingo Araki, além de uma caralhada de outros caras.
Seiya de Pégaso por vários desenhistas que trabalharam na série clássica de Saint Seiya
O que é muito bom, pois eu não curto muito o estilo de desenho do Kurumada.

Já discutimos isso na postagem sobre animes que despencam na qualidade, mas é sempre bom lembrar. Há uma equipe cheia de gente trabalhando na produção de um Anime, por isso tem episódio bem feito e outros... ahn, acho que deu pra entender.

Sobre os Guerreiros Deuses, eu penso que Eles estão mais interessantes em sua Essência, foram construídos para fazer a gente pensar... claro, também foram feitos pra vender bonequinhos, mas sua abordagem psicológica é muito rica. Cada um com seu problema e fruto de suas próprias decisões, como é o caso do irmão do caceteiro Sigfried, o não tão interessante Sigmund (que toma um pau servido do Saga). Durante as batalhas, ambos cavaleiros (dourados e guerreiros deuses) trabalham suas neuras antes do desfecho da luta, que muitas vezes se dá de forma emocionante, como ocorreu na luta de Shaka contra Balder (tido como Deus).

Além disso, tivemos a oportunidade de ver Cavaleiros Dourados resolverem suas diferenças e... confesso que o dialogo entre Aioros e Saga (ultimo episódio, antes de unirem seus Ataques Especiais) foi curta, mas bastante emocionante.
E nem só de cacete vive o Anime, mas de roteiro também

Agora a parte que todos esperavam...

PROBLEMAS... 
A história não é nenhuma novidade: Picuinha entre os deuses.

Seja Poseidon, Hades, Odin, Apolo, sempre tem algum deus querendo puxar o tapete da Saori (ou melhor, da Atena). O legal, dessa vez, é que há uma certa dose de mistério no Ar. O inimigo fica oculto movendo as peças e, todos pensam que trata-se de Andreas, o novo representante de Odin na Terra. Hilda de Polaris sofreu uma condução coercitiva e Andreas se torna o presidente interino de Asgard.

Uma das maiores novidades no enredo de Soul Of Gold (eu diria até que não imaginei que isso seria possível) que ocorreram no Anime: Casais. Sim, pequeno gafanhoto. Não é o fato de você se mover na velocidade da Luz e aguentar pancadas que matariam o Rocky Balboa três vezes que isso te libertará na necessidade de dar umazinha. Não senhor!
Mascara da Morte na versão anime de "Os Brutos também amam"
Eu até entendo que o "relacionamento" Lyfia e Aioria (também tem aquela a Tia que encantou o Mascara da Morte) deveria trazer um viés mais "Humano" e sentimental aos Dourados, mas, pra mim, a não consumação do relacionamento mais prejudicou do que ajudou. Perceba que colocar um "par" no anime dá um romantismo, algo emotivo e outras coisas piegas. Porém, Matar a comadre pra fazer o personagem queimar o Cosmo e apresentar sua Armadura Divina só é mais do mesmo.

Tem tantas outras formas de fazer o cidadão alcançar o Cosmo extremo. Admita, de nada serve colocar algo novo na história, se esse "algo novo"tenha uma explicação (minimamente crível) ou não traga nada de novo pro Personagem ou pra História.

Tipo o Super Sayajin Azul, mas estamos teorizando. 

Outra coisa é que muito se esperava do Soul of Gold (não apenas deste, mas de qualquer outro anime que criou sua fama com a temática "Pancadaria") ficou meio que no segundo plano: As Lutas. Muitas delas ficaram chatinhas, sem movimento ou mesmo ruins no meu ponto de vista, como a luta dos Dourados contra Andreas. 

Porra, 11 Cavaleiros de Ouro quase não deram conta de um cara de vestido e um penteado de gosto duvidoso! Não me surpreende que eles perderam pro Seiya (um menino de 13 anos) e seus comparsas (entre eles, um cego).

Falando em perder, por ultimo (prometo), o Final do anime também deixou a desejar. Foi tão inesperado e estilo Deus Ex Machina quanto o início da história. Simplesmente eles foram "simbora" do jeito que chegaram. 

CONCLUSÃO 
Sim, Saint Seiya: Soul of Gold foi uma boa, apesar dos pesares.

Pode não ter sido o melhor de Saint Seiya, mas aparou muitas arestas e falhas no roteiro da série clássica. Espero que tenham gostado da postagem (me custou tempo pacas), se acabei esquecendo algum pormenor ou mesmo você tenha um argumento plausível pra defender, posta aí nos comentários.

Nenhum comentário:

Postar um comentário