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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Mangá Blade of the Immortal ganhará filme em Live Action

O mangá Blade - A Lâmina do Imortal (nome original é Mugen no Juunin) chegou no Brasil pela Conrad Editora (que trouxe Gen Pés Descalços que já falamos aqui), mas, atualmente, encontra-se na Editora JBC (a mesma que vai publicar Santia Sho). Publicado em 1993 lá no Japão pela Afternoon, da Kodansha (conhecida, entre outros, por Oh My Goddess!, Cardcaptor Sakura e Shingeki no Kyoujin).

O Estudio Bee Train ainda lançou, em 2008, um Anime sobre a trajetória do ronin e a pequena guerreira Rin, acho que foi coisa de 13 episódios, porém, quem acompanhou tudo isso, ficou bastante inquieto com a história, além do personagem em si.


O mangá de Hiroaki Samura foi publicado no Japão na Afternoon, da Kodansha, a partir de 1993 e teve seu último capítulo lançado em fevereiro de 2013, contabilizando 219 capítulos e 30 volumes encadernados. A série ainda ganhou um anime em 2008 pelo estúdio Bee Train.

Quer dizer, Manji é um Ronin sanguinário e hábil manejador de várias armas brancas, tem um verme colocado dentro de seu corpo por uma monga (ao salvá-lo da morte certa) e, assim, ganha a Imortalidade ( situação que permite ao mangaká Hiroaki Samura a liberdade de desmembrar Manji violentamente sempre que possível). Ainda, temos a impetuosa e criativa guerreira Rin, que luta pela maniqueista vingança pela morte de seus Pais (que depois Ela descobre que as coisas não são tão simples assim).

Agora, Manji deseja perder a imortalidade (não é o fato de ser imortal que isso não cause dor) e, para tanto, a tal da monja propos que Manji mate 100 criminosos. Assim, ela topa tirar o tal do verme que o mantém vivo.  Segue abaixo um vídeo do primeiro episódio da adaptação para anime.


Mais do que isso, só vivendo de Spoilers. Mas não foi pra isso que eu sentei aqui e digitei essa caralhada de coisa, não Senhor.


Blade - A Lâmina do Imortal terá uma adaptação em Live Action, programada para sair no Japão no feriado da Golden Week (final de abril ao início de maio) de 2017. Pra quem não sabe, o Golden Week é uma sequência de feriados e um final de semana, tipo o que acontece aqui na Semana Santa ou Carnaval, com vários dias de folga.

Voltando ao que interessa, a produção do filme tem locações em Kyoto, ou Quioto (também chamada de "Cidade dos Samurais"), de novembro do ano passado até o início de janeiro deste ano. Pelo que andei apurando nas Internet da vida, o ator cotado para viver o guerreiro Manji será Takuya Kimura (ator e cantor do grupo SMAP - Sports Music Assemble People).


Se você pode conferir o trabalho do cara em Uchuu senkan Yamato (o bom e velho Patrulha Estelar, a adaptação do anime em 2010).

Transformar um Anime em Live Action não é algo tão dificil assim e também não é nenhuma novidade (apesar de muita gente torcer o nariz diante da adaptação), há sites com listas de adaptações em live-action de Animes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Hadashi no Gen e a Bomba Atômica no Japão

No dia 06 de Agosto de 2015 completaram 70 anos do lançamento da Bomba Atômica na cidade de Hiroshima (Japão). O ataque contra os civis por parte dos Estados Unidos praticamente matou um incontável número de habitantes da cidade.

Terrorismo?! Pode ser... mas você não me viu dizer isso.

As Artes Visuais sempre tentaram dramatizar eventos horrendos como Guerras, Massacres, Regimes que castigavam o povão e por aí vai.  Alguns exemplos disso são Dampierre (do belga Yves Swolfs - sobre Revolução Francesa, Napoleão e a Comuna de París),Versailles no Bara (da japonesa Riyoko Ikeda - sobre Revolução Francesa - mistura personagens fictícios com pesonagens reais), Maus - A História de um Sobrevivente (do estadunidense Art Spiegelman - sobre o Holocausto, representando os grupos étnicos antropomorficamente) e são apenas alguns exemplos.

Hoje falaremos um pouco sobre um dos tantos que a Arte tenta problematizar um momento históricamente traumático: A Segunda Guerra Mundial, mais precisamente o lançamento da Bomba Atômica na cidade de Hiroshima.

HADASHI NO GEN E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Hadashi no Gen é um mangá conhecido como Gen Pés Descalços aqui no Brasil, obra do mangaká Keiji Nakazawa. Hadashi no Gen rendeu aqui no Brasil a publicação de 4 volumes do mangá pela Conrad Editora entre 2000 e 2001. Posteriormente, o Título ganhou sua versão em anime e tem no Youtube, mas coloquei o vídeo aí pra você.

 

Tanto o mangá quanto o anime contam a história de Gen, um garoto que vivia em Hiroshima com sua família, como qualquer outro garoto de sua idade na época até que sua cidade foi atingida pela bomba. Os cidadãos seguiam com suas vidas, apesar da Segunda Grande Guerra que ainda rolava e o Japão negava rendição...

...e de repente são massacrados covardemente por uma bomba.

Você pode questionar que trata-se apenas de uma visão unilateral, afinal, o mangá mostra a visão dos japoneses sofrendo,  mas a história acaba problematizando alguns dos costumes japas que são passados nas escolas como "verdades eternas" como a própria negação da rendição do Japão (nem todoso os cidadãos aceitavam isso e eram hostilizados), a própria imagem do Kamikaze (significa "Vento Divino), onde muitos não queriam morrer e eram obrigados a agir dessa forma para atingir a vitória na Guerra.

Isso sem falar nas cenas de destruição, no sofrimento das pessoas que sobreviveram ao Ataque e vivem deformadas, cadáveres explodindo por conta do acúmulo de gases (sim, isso acontece), sobreviventes em pânico, entre outras coisas.

Cena do mangá Hadashi no Gen (Gen Pés Descalços no Brasil), publicação da Editora Conrad

Hadashi no Gen é autobiográfico

A riqueza de detalhes torna a história ainda mais comovente (como se acompanhar uma criança no meio de uma guerra quimica não fosse comovente demais). Tal riqueza se dá poisKeiji Nakazawa é sobrevivente do ataque contra Hiroshima. Tudo o que Gen e sua Familia sofreram foram eventos que realmente ocorreram.

A obra de Keiji Nakazawa foi publicada em todo o Mundo

Pelo que me consta, Hadashi no Gen foi publicado em todo o Mundo, inclusive nos EUA mantendo a postura de país atingido em área Civil durante a Segunda Guerra. Um mangá certamente louvável e que merece ser lido por todos, não apenas pelo conteúdo informativo e por amantes da Cultura Pop, mas pelo conteúdo contemplativo, de que pessoas sofreram por conta dos Governantes de sua época que pagaram pra ver e colocaram a vida dos cidadãos em risco.

Recomendado pelo Tio Bazuca.